Quando a Square Enix revelou a arte da Kingdom Hearts Collection 1-3 para o Nintendo Switch 2, a reação nas redes sociais foi rápida e impiedosa. Fãs apontaram uma série de inconsistências visuais — detalhes que pareciam desconexos, proporções estranhas e elementos que não se encaixavam — e a acusação de que a imagem teria sido gerada por inteligência artificial se espalhou como fogo em palha seca. A empresa ouviu o barulho, substituiu a arte e, agora, se posicionou oficialmente.
Em uma declaração enviada à imprensa, a Square Enix afirmou que nenhuma IA generativa foi usada na criação da imagem. O problema, segundo a empresa, foi "erro humano". A declaração, feita por telefone por um representante de relações públicas, diz: "Estamos cientes do feedback em relação aos visuais recentes de Kingdom Hearts. Esses ativos foram criados pela nossa equipe de desenvolvimento sem o uso de IA generativa, e os problemas resultaram de erro humano. A qualidade é extremamente importante para nós, e ativos atualizados foram implementados onde apropriado."
O episódio é revelador de um momento delicado na indústria. A IA generativa se tornou uma ferramenta útil e controversa, e qualquer erro visual em materiais promocionais é rapidamente escrutinado sob a suspeita de automação. O caso de Kingdom Hearts mostra que, às vezes, a explicação mais simples — um erro cometido por uma pessoa — pode ser a verdadeira, ainda que a desconfiança do público seja compreensível.
A arte original foi substituída silenciosamente nas lojas e nos materiais de divulgação. A nova versão corrige os problemas apontados — edifícios mal posicionados, nuvens que não faziam sentido e outras falhas que haviam chamado a atenção. A Square Enix não entrou em detalhes sobre o que exatamente deu errado ou como a equipe permitiu que aquela versão fosse aprovada, mas a substituição rápida indica que a empresa entendeu a gravidade da situação.
Para os fãs de Kingdom Hearts, a coleção 1-3 é um lançamento importante — reúne os primeiros jogos da série em um único pacote para o Switch 2, permitindo que uma nova geração conheça a jornada de Sora, Donald e Pateta. A controvérsia em torno da arte, embora embaraçosa, não parece ter afetado o entusiasmo pelo jogo em si. Mas fica a lição: em tempos de IA, qualquer deslize visual pode ser interpretado como um sinal de que a máquina está no comando. E, como a Square Enix descobriu, nem sempre é o caso.
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